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      HISTÓRIA DO EMALTE.



Desde o Antigo Egito, o esmalte vem sendo utilizado como forma de expressão artística.
Os registros mais antigos a que se têm notícias sobre o seu emprego datam de cerca de 3500 anos. São peças em ouro com aplicação de vidro coloridos ( antecessores dos esmaltes ), pertencentes ao tesouro do Faraó Tutankamon.


As obras mais famosas desta época são a máscara que recobria a múmia e o sarcófago do Faraó Menino.

Neste período, o vidro já era empregado na ourivesaria por meio de incrustrações. Com o desenvolvimento da tecnologia do vidro, este passou a ser fundido junto ao metal, dando origem ao esmalte.


Desde então, o esmalte tem sido associado a criações de jóias, brasões, objetos religiosos entre outras obras primas. São encontradas obras nos acervos dos principais museus do mundo: relicários, escudos, brasões, báculos, peitorais, braceletes e muitos outros objetos decorativos.


As técnicas mais tradicionais desta Arte são o “champlevé”, “cloisonné”, “basse-taille” e o “plique-à-jour”, nas quais há uma grande elaboração e detalhes no processo de manipulação do metal no qual o esmalte é aplicado.


   Châsse Reliquaire de Sainte Valérie
   Século XII
   Musée de l'Ermitage.
   Técnica:
"champlevé"


    
Médaillon
     Século XV
     Musée du Louvre
     Técnica: Basse-taille


   Reliquaire du Saint-Sang
   Atribuído à Guillaume Julien, Paris
   Século XIII
   Eglise Saint-François-de-Sales, Boulogne-sur-Mer.
   Técnica: Cloisonné

    To Life
    Barbara Skelly
    Século XX
    Publicado em 1982:
    A Manual of Cloisonné & Champlevé Enamelling
    Técnica: Plique-à-jour

A partir do século XII observa-se o aparecimento de novas técnicas, como o “grisaille” e o esmalte pintado ou esmalte “Limousin”, com as quais se obtinha um caráter pictórico às obras esmaltadas.


    Colin Noalhier                               Médallion
    Limoges                                        Portrait de François II
    Século XVI                                    Século XVI
    Musée du Louvre                          Musée du Louvre
    Técnica: Emaux peints                   Técnica: Emaux peints

Atualmente a Arte do Esmalte Sobre Metais tem uma forma mais livre seguindo os diversos movimentos e tendências artísticas.
Observam-se obras dos mais variados tipos e tamanhos, desde jóias e miniaturas, até quadros, painéis e esculturas, compondo conjuntos arquitetônicos e paisagísticos.

No Brasil esta Arte foi trazida entre os séculos XIX e XX, através da curiosidade de artistas como o brasileiro Teodoro Braga, além de estrangeiros que se estabeleceram aqui e passaram a produzir suas obras, de forma isolada.

A partir dessas iniciativas, a Arte do Esmalte Sobre Metais no Brasil contou com a persistência e curiosidade de artistas brasileiros, como Maria Ignez Bernardes, Carlos Marques, Maria Cecília Sampaio entre outros.

Várias mostras internacionais com trabalhos exclusivamente em esmalte sobre metais são realizadas à aproximadamente 50 anos.

Estas mostras são geralmente promovidas e organizadas por entidades ligadas a grupos de artistas esmaltadores, como o CIDAE – Barcelona – Espanha, NCEG – Califórnia – USA, UENO - Tóquio – Japão, GIRAEFE – França, Enamel Society – Alemanha, entre outras.
Várias destas mostras contaram e ainda contam com a participação de artistas brasileiros.

Em 2001 foi fundado no Brasil, o NUBRAE – Núcleo Brasileiro da Arte do Esmalte
com a finalidade de divulgar esta arte, promovendo cursos, palestras e oficinas para artistas, estudantes e interessados pelo esmalte, além de facilitar o intercâmbio entre os esmaltadores brasileiros com os de outros países.

 

 

 

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